• Semana Brasil Voluntário

    Hora de acertar os ponteiros com a solidariedade

    Mesmo correndo contra o tempo, a gente sempre encontra um intervalo para se divertir, descansar, conhecer pessoas, ser feliz... Agora, é hora de abrir um espacinho na agenda para fazer o bem.

    De 2 a 9 de dezembro, vamos concentrar nossos esforços para divulgar e praticar ao máximo o voluntariado transformador, apresentando novas formas de se engajar, como é o caso do voluntariado online , que pode ser praticado em todo ou em parte pela internet.

  • segunda-feira, 09 de fevereiro de 2009

    O Terceiro Setor na ordem do dia

    Por Ruth Cardoso*

    Durante os anos 80, quando se falava em década perdida para o crescimento econômico, a sociedade civil tinha presença garantida na imprensa porque era a guardiã dos direitos civis e ativa participante da luta pela redemocratização. Atualmente, as notícias sobre a sociedade civil têm um tom desconfiado e as dúvidas sobre os propósitos das organizações civis são muitas.

    Muitos setores estavam mobilizados pela redemocratização do país mas, as associações civis, eram a face mais ativa deste debate que reunia associações profissionais (OAB, ABI etc.) e grupos de ativistas reunidos em ONGs. Juntos, lutavam para garantir direitos e desenvolviam experiências novas mostrando que era e é possível proteger o meio ambiente, educar crianças que abandonaram a escola, apoiar mulheres vítimas de violência e tantas outras atividades de interesse público.

    Durante o período da Assembléia Constituinte estes grupos desempenharam um importante papel propondo leis e estimulando um arcabouço legal mais adequado para proteção do meio ambiente, para garantir os direitos de grupos tradicionalmente discriminados como os negros, as mulheres, os indígenas, as crianças e adolescentes e, sobretudo para garantir o direito à igualdade. Constituíram-se em atores políticos que representavam setores sociais sem acesso ao Congresso Nacional porque suas demandas não correspondiam às dos sindicatos ou partidos políticos e nem aos lobbies tradicionais, sempre muito ativos.

    Com a redemocratização, estes novos atores ganharam força porque constituem a expressão de uma cidadania participante e responsável. Com a ampliação da presença da sociedade civil difundiu-se uma nova designação, aplicada ao conjunto das organizações sem fins lucrativos - o terceiro setor.

    As associações civis nunca pretenderam substituir o Estado e, se a sua ação é múltipla e diversificada, não se caracteriza anti-Estado. Foi, sim, contra o Estado autoritário e pautou-se sempre pelo objetivo de ampliar a liberdade de ação e manifestação, condição para que a sociedade possa cumprir seu papel de crítica mas também de legitimadora de governos. As relações entre o Governo e a Sociedade são necessariamente complexas. Os sistemas democráticos são a melhor maneira de regulá-las porque dão voz aos interesses diversos e garantem a liberdade de atuação dentro da lei.

    O crescente protagonismo dos cidadãos e de suas organizações é um fenômeno mundial, mas aqui contaram com um terceiro setor, já mobilizado pelas lutas da década anterior, que estava pronto para desenvolver parcerias com os demais setores. Dessa forma, foi sendo construído um novo modelo de relacionamento entre os governos, o mercado e as iniciativas sem fins lucrativos, modificando as tradicionais intervenções assistencialistas.

    Como mostram pesquisas recentes, o Brasil sempre contou com muito trabalho voluntário e muitas formas de filantropia praticadas por igrejas, associações beneficentes etc. Este trabalho não perdeu sua importância e não é dispensável. Somou-se ao desenvolvimento deste segmento contemporâneo do terceiro setor e, com freqüência renovou-se pela constatação da ineficácia dos métodos tradicionais usados para combater a pobreza.

    O terceiro setor que se expandiu foi justamente o que lutou contra o clientelismo e o assistencialismo, e se hoje existem repasses de verba pública sem critérios rigorosos, as agências públicas implicadas devem explicações tanto quanto quem as recebeu. E, se olharmos objetivamente para as contribuições resultantes de parcerias entre múltiplos atores - ONGs, fundações, empresas, universidades, vários níveis de governo - vamos ter que admitir que, no campo da saúde, da preservação do meio ambiente, do apoio a grupos em situação de risco (especialmente crianças e adolescentes), da defesa dos direitos humanos, temos muitos exemplos positivos para citar.

    * Ruth Cardoso foi presidente do Conselho da Comunidade Solidária durante o governo de seu marido Fernando Henrique Cardoso e fundou e presidiu até o dia de sua morte a organização não-governamental Comunitas. Este artigo foi publicado originalmente pelo jornal O Estado de São Paulo, em 27 de setembro de 2004.

    Pesquisado por Maria Alexandra Ferreira Gomes. Disponível em http://www.portaldovoluntario.org.br/site/pagina.php?idartigo=61&idmenu=46 , último acesso 11/10/2008

  • sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

    O que é ser voluntário?

    Você já pensou em fazer algum trabalho voluntário? Existem diversas ONGs e instituições, ambientalistas ou não, que trabalham pelo bem comum e que precisam de pessoas que queiram ajudar. Não é preciso ter muito tempo livre, nem uma mudança radical na vida. Basta vontade.

     

    O Portal do Meio Ambiente publicou essas dicas para o trabalho voluntário, colaboração de Renata Buono. Reproduzimos aqui para dar uma mão a quem quer começar a ajudar os outros.

     

    Todos podem ser voluntários

    Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária

    Trabalho voluntário é uma via de mão dupla: troca de experiências

    Voluntariado é ação

    Voluntariado é escolha

    Cada um é voluntário a seu modo

    Voluntariado é compromisso

    Voluntariado é uma ação duradoura e com qualidade

    Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social

    Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica

    É algo que vem de dentro da gente e faz bem aos outros.

    No voluntariado todos ganham: o voluntário e aquele com quem o voluntário trabalha.

     

    Pesquisado por José Elenito Teixeira Morais. Disponível em:  http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=115486&blog=126&coldir=1&topo=3994.dwt, último acesso: 25/10/2008.

  • sábado, 17 de janeiro de 2009

    Terceiro Setor deve sofrer forte impacto com a Crise Econômica

    Para sobreviver, empresas apertarão o cinto, e projetos sociais ficarão em segundo plano; Segundo especialistas, crise global será importante teste para avaliar se as empresas manterão a atual onda voltada à sustentabilidade.

    A crise financeira global acertará em cheio a onda de sustentabilidade que o mundo corporativo viu crescer nos últimos anos. Enquanto o financiamento para as organizações e projetos sociais acusa os primeiros sinais de aperto, em diversas empresas a preocupação com a área socioambiental começa a ceder espaço para a preocupação com a própria sobrevivência financeira.

    Ainda que ninguém conheça ao certo a dimensão e os efeitos da crise sobre a economia real, especialistas ouvidos pela Folha são unânimes em afirmar que ela será um importante teste para a continuidade - ou a interrupção - dessa onda.

    Em um primeiro momento, as estruturas de financiamento do chamado terceiro setor (representado pelas iniciativas da sociedade civil com caráter de utilidade pública) tendem a ser as mais afetadas devido à crise internacional.

    “Estamos justamente em um momento de planejamento e, como o cenário para o próximo ano ainda é incerto, a tendência é o setor privado apertar o cinto no repasse de recursos ao terceiro setor. É um contexto preocupante para o terceiro setor como um todo e para o investimento social privado em particular”, afirma Fernando Rossetti, secretário-geral do Gife (Grupo de Institutos Fundações e Empresas), entidade que reúne os principais investidores sociais privados do país.

    O aperto financeiro, que em alguma medida também virá do setor público, ocorre em um ambiente em que a competição por recursos já estava acirrada, resultado do aumento no número de organizações e das exigências mais rígidas por parte dos financiadores. E coloca em xeque a própria sustentabilidade de algumas organizações.

    No Brasil, esse aperto tende a ser reforçado por uma característica local: a origem dos recursos repassados ao terceiro setor guarda estreita relação com os resultados das empresas em cada ano.

    “As organizações que conseguiram diversificar o seu modelo de sustentabilidade, diversificando as fontes de receitas, são as mais bem preparadas para passar por essa crise. As que não fizeram isso tendem a ser mais prejudicadas”, afirma Rossetti, lembrando que esse movimento já ocorreu em outros países, como os EUA.

     

    Por André Palhano

    Colaboração para a Folha

    Fonte: Folha de S. Paulo

     

    Pesquisado por José Elenito Teixeira Morais. Disponível em:  http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=10860, último acesso: 08/11/2008.

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